quinta-feira, 9 de novembro de 2017

love will tear

Bem que seu o app, multifuncional e intuitivo, poderia aprender sozinho a filtrar as malditas músicas dela.

Aquelas lentas, das bandas diferentes, que normalmente são muito sensíveis e inspiradoras, que ela ensinou ele a ouvir e gostar.

Não sabe bem por que, mas, de uns meses pra cá, sempre que escutava alguma - por mais leve e bonita que fosse - sentia a garganta fechar. Não importando quão bem & apaixonados eles estivessem, era pá-pum: ele se segurava pra não chorar no táxi, em casa, na rua, quando ouvindo as coisas que ele sabia que ela amava.

No começo, pensou que fosse puro amor. E por puro amor, entenda-se "amor da forma mais pura". Ele sentia o amor dela pela música, ao ouvi-lá. Sentia o amor que sentia por ela junto. E esse combo o deixava emocionado. Por mais blasé que a explicação fosse, fez sentido por um tempo.

Mas depois começou a sentir uma pontada dolorida no meio dessa reação. O que fez com que a teoria inicial caísse por terra. 

Tinha algo de muito triste ali. Tristeza, mesmo. Com certeza, tinha amor. Mas por que ele vinha misturado com tristeza se estava tudo tão... bem?!


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

terça-feira, 17 de outubro de 2017

sol

Antes de qualquer coisa, deixa eu te contar um segredo: não dá pra viver assim. Você é jovem pra caralho, coração inquieto, mente criativa e sorriso de herói.

Talvez a culpa (da expectativa) seja minha. Acho que é... mas você precisa entender: te conheci gigante. Com tempo e disposição pra fazer e pra perder amigos, se abrindo com todos, sem medo do desconhecido, contando mil causos e se propondo a vencer dez mil batalhas. É angustiante aceitar 1% a menos do que isso.

Antes de mais nada, vou contar outro segredo: não tem como isso aí, pelo que você está passando, ser fácil. Não tem mesmo! Não é exagerado eu te dizer que sei da sua dor. Não é oportunista eu te jurar que entendo cada guinada traiçoeira que seu próprio coração & mente tem dado. Não é leviano eu escolher um lado e desfecho quando nem mesmo você conseguiu. Me entenda e desculpe: queria que o seu sofrimento fosse menor e o mais breve possível.

Antes do desfecho, então, deixa eu te explicar o por quê (desse texto não solicitado): não acredito nos seus deuses estelares e não me importo com previsões e cristais. Mas, ter como core luz solar, meu caro, as vezes não é místico nem opcional. E você é feito de sol. Seu calor natural anda apagado e insone, mas isso é um desacordo temporário - uma estupidez do acaso, que pelo menos duas vezes na vida, nos acomete. Brilhar agora dói demais, mas seu mundo vai nascer de novo - como o sol faz toda manhã. Guarde um lugar, fora da sombra por favor, para mim.




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

anxiety wishing

Preciso viver em um lugar com mais verde. Não precisa (mas bem que poderia) ser no meio do mato. Mas precisa ter mais, muito mais, contato com tudo o que é verde.

Gostaria muito de me dedicar mais a literatura, mas, as vezes por falta de tempo, as vezes por falta de ânimo, tenho deixado ela "pra lá". E por literatura, entenda-se: a que eu consumo e a que eu poderia produzir.

Tenho muito medo de perder o amor imenso que achei no meu parceiro, meus melhores amigos e na minha família. Eu sei da minha sorte. Eu preciso deles comigo pra sempre. Esse medo é uma coisa boba, infantil - motivado pela insegurança. No fundo, o que eu preciso é aprender lidar com ele. O resto se resolve.

Não gosto de ser tão produtiva assim. Não gosto das responsabilidades e compromissos que isso traz (as internas e externas). Porque 01. é extremamente cansativo e me consome; 02. tenho um medo horrível de falhar em tudo o que faço.

Eu antecipo as minhas tragédias e ignoro as minhas conquistas. O nome convencionalmente dado a essa mania é "ansiedade" e, finalmente, eu entendi como a minha funciona. E ela é uma sabotadora desleal.

Queria que a minha vida profissional e financeira pulasse cinco anos no tempo. Eu sofro, ambiciono e consumo como alguém mais estável do que de fato sou. E isso é um saco!

Nunca soube disfarçar meu desprezo. Nunca soube controlar minha dedicação. Sou uma ótima mentirosa, menos quando se trata das minhas dúvidas e paixões.

Eu estimulo o ódio, quando o acho necessário. Acho que algumas das coisas boas da vida só acontecem por meio dele. E algumas pessoas ruins só vão embora assim também. E alguns grande amores permanecem, dessa forma. Mais importante: todo laço formado, apesar do ódio, é verídico, puro e leal.

Quero ter pelo menos mais 2 cachorros. Adoraria um bebê que unisse a minha essência a essência do meu amor, mas tenho medo do que de fato significa por uma alma inocente, que eu amaria incondicionalmente, nesse mundo.

Apesar das minhas tentativas diárias, não sei fugir do comum, nem dos jargões, nem dos ópios populares. Tudo bem, isso não é mais um problema. Só não gosto de ser julgada.

Ando "socialmente empacada". A informação continua entrando, formando minhas opiniões. Mas só pra me tornar mais desesperada e, simultaneamente, sem vontade alguma de agira, mudar, estimular e produzir. Não inspiro e nem tomo atitudes: só processo (mal e via gastrite) tudo de errado no mundo, tudo o que me entristece, e guardo pra mim.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Vinte&Cinco e Dez

Cidade nova
Casa antiga

Fim do dia quente, claro
Silêncio cheio de ruídos de cigarra e respiração
Suor na pele lisa, brilhante e pegajosa

Cheiro de flor. E de grama. E de barro
E de arroz. Ovo frito. Bolo com manteiga

Rotina que não pune, não sufoca

Nós queríamos ser tristes, mas a infância não deixava
Nós fugíamos para mundos inventados, de onde nunca mais saímos

Ternura. Materna.
Somente materna, de duas mães

Eu finalmente aprendi sua língua, mas agora não quero mais conversa com você. Vai embora. Será que você pode ir embora, por favor?

O que aconteceu?
Além dos 15 anos mutantes? Que passaram voando?

Passamos. Investimos. Tanto tempo
Tanto tempo querendo esquecer da menina confusa e problemática
E quase conseguimos. Mas quando quase conseguimos, sentimos um desespero enorme

Ela sou eu. Essa não sou eu
Quase conseguimos. Quase nos perdemos dela
Mas não vamos mais. Não queremos mais

Ela sou eu.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

03. O que você costumava fazer, porém agora não faz mais?

Esportes! Handball, Vôlei e até Tênis de Mesa. Jogava na escola, faculdade, por equipe, competindo... treinava umas duas vezes por semana e cheguei a me federar. Daí machuquei o joelho e tudo mudou.

Gostava bastante. Hoje sei que tem muito a ver com a minha personalidade, constantemente estressada e competitiva. Alimentava a competição que em mim habita e, consequentemente, aliviava o estresse. 

Fui parando aos poucos. Depois da faculdade, nem tinha mais o que fazer. Mas adoraria voltar. Porque gosto mesmo e porque me tornei perigosamente sedentária. 

Quem sabe, né.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

2. Você é um(a) super-herói(heroína). Quais são os seus super poderes e como pretende usá-los?

Impressionante capacidade de antecipar reações e acontecimentos. Utiliza-se disso para controlar todas as interações dais quais participa, o que permite desempenho financeiro, político e social fora da curva.

Isso fez dela, a BlissEffect, uma das pessoas mais populares, admiradas e - paralelamente - odiadas do mundo.

Após anos comportando-se bem e ajudando os oprimidos a se defenderem e reagirem, a super-heroína, que nasceu brasileira, no ano de 1992, cansou de se esconder (com bastante facilidade) de todas as situações de risco que seus inimigos tentam, sem sucesso, colocá-la.

Com 24 anos, então, BlissEffect revelou pro mundo que, além de interpretar as coisas todas muitíssimo bem, consegue "sugerir" ações diretas para com quem interage. Ou seja, controlá-los sem mesmo que eles percebam.

 Seu objetivo é simples: derrubar os injustos e opressores.