quarta-feira, 25 de julho de 2012

Aos ratinhos de biblioteca

Não consigo pensar em um dia mais próprio pra fazer um bem-bolado de amor & citações, aqui, com os meus escritores favoritos! Hoje é o dia do escritor e seria presunção demais me colocar entre os mitos, portanto em vez de descrever minha relação com a escrita, vou é falar da relação com os escritores. O timing também foi perfeito: minhas férias (inclusive de trabalho) estão sendo feitas de compulsiva e deliciosa leitura, e eu sou mesmo uma dessas chatas que sempre tem um livro na bolsa, um outro na mente e centenas na estante. Antes de começar, que fique claro que a ordem será, de certa forma, meramente organizacional. E vai faltar espaço pra muitos dos gênios que eu admiro (apesar dessa ridiculisse de tamanho que o post ficou).

Chuck Palahniuk
"Nada em mim é original. Eu sou o esforço combinado de tudo o que já conheci." 

Ele é só o dono de Clube da Luta e Asfixia, os livros que me ajudaram (e continuam ajudando) a construir essa filosofia humana dantesca, pessimista e ordinária que eu gosto tanto de destilar. A literatura auto-destrutiva, urbana e psico-caótica dele me faz sorrir desde os 14 anos, quando eu cruzei com a adaptação cinematográfica e subversiva de Fight Club e me apaixonei por esse jeito crânio de filosofar, e escrever. Porque sério: existe jeito melhor de encarar a sociedade, em toda a sua decadência, do que de baixo para cima? Aceitando as condições e descrevendo as relações, assim, cheio de preocupações espertas que vão além da estética da coisa toda? Existe não, Chuck.


Virgínia Woolf
"Algumas pessoas procuram padres; outras a poesia; eu, os meus amigos."

Machado de Assis

"Eu sinto a nostalgia da imoralidade."
Desse camarada não é preciso falar muito, né? Ele é o maior escritor brasileiro e, sinceramente, talvez do mundo. Eu tô tentando montar a obra completa aqui em casa desde os 16 anos, quando a escola me presenteou (call me geek) com Dom Casmurro. Tá difícil e caro, mas valendo todo o esforço e cada centavo. As linhas todas desse gênio me enchem de fascinação, hahaha, sério, sério e muito piegas, mas muito sério mesmo! Mas o que mais me cativa, é o que diz respeito à escrita do mestre, propriamente dita, como processo - montar frases e sentidos, eloquer ideias e relações, organizar e nomear capítulos - ele é a definição de talento e beleza, de precisão e... porra, ele sabe como montar uma frase esteticamente incrível, liricamente cheia de significado! O cara é bão mermo, e eu amo tan-to o meu Dom Casmurro.

Lorde Byron
"Amo, não menos o homem, mas mais a natureza."

George Orwell
"Podiam desnudar, nos mínimos detalhes, tudo quanto houvesse feito, dito ou pensando; mas o imo do coração, cujo funcionamento é um mistério para o próprio indivíduo, continuava inexpugnável."
Tá, vou confessar: esse cara escreveu meu livro favorito. Chama 1984 e, sabe, eu já não acho que nenhum outro livro daqui pra frente possa superar esse favoritismo. Espero, e ao mesmo tempo não, estar enganada. Mas enfim, é um livro político, poético, sobre guerra, amor, liberdade, esperança e a perca total desta. É psicológico, do jeito que pra mim gostar tem que sempre ser, haha. É grave, e sério. É dramático, e sonhador. É o melhor livro do mundo e, bom, quem escreveu deve estar mais ou menos por aí também - entre os melhores.

Augusto dos Anjos
"Escarrar de um abismo noutro abismo,
Mandando ao céu o fumo de um cigarro.
Há mais filosofia neste escarro
Do que em toda a moral do cristianismo!"

Sylvia Plath
"Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou."
Como não amar a Sylvia Plath quando se tem sentidos e sentimentos? Você acha que se entende plenamente e melhor do que ninguém, mas aí deixa um verso ou outro dessa moça cruzar seus olhos e pronto: quem te endente melhor, é ela. Não recomendo pra quem gosta de viver em uma bolha de "felicidade plena" vinte e quatro horas por dia. Fora isso, é só bonito, bonito, bonito...

John Milton
"A mente não deve ser modificada pelo tempo e pelo lugar. A mente é o seu próprio lugar, e dentro de si pode fazer um do céu um inferno, do inferno um céu."

John Keats

"No mesmo templo do deleite
A velada melancolia tem o seu santuário."
Ele é o meu poeta favorito. É, aquele que morreu jovem, apaixonado, apaixonante... Escreveu só um livro que considerou bom o suficiente, sua obra prima. Fala de estrelas, noites ermas, meninas, silêncios e a natureza. Pra quem sempre gosta de me perguntar das tatuagens, haha, o tal do Glorious pousado no meu pulso tem haver com a obra do Keats, tem haver com Bright Star (o poema mais bonito do mundo) e toda a beleza e paz que ele me transmite.

Fernando Pessoa
"Quero pra mim o espírito dessa frase, transformada a forma para casar com o que sou: viver não é necessário; o que é necessário é criar."

Truman Capote

"Quando se trata de escrever, acredite mais na tesoura do que na caneta."
Quando eu terminei de ler A Sangue Frio, decidi dar voz pra minha inquietação, largar o curso superior que parecia errado, e prestar para o curso superior que parecia tão mais certo. É um livro ótimo, essa é sua mais importante característica. Fora isso, ele mistura reportagem e literatura, ele é jornalístico e lírico, documental e emocional. Sou eu, enquanto nem eu sei quem eu sou, entendeu? Sem falar da história, a história é grande, e grandemente contada.

F. Scott Fitzgerald

"Se é que minha opinião importa, nunca é tarde demais ou, no meu caso, cedo demais para ser quem você quer ser. Não há limite de tempo. Comece quando quiser. Mude ou continue sendo a mesma pessoa. Não há regras para isso. Podemos tirar o máximo ou o mínimo proveito das coisas. Espero que você tire o máximo. Espero que veja coisas surpreendentes. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com um ponto de vista diferente. Espero que tenha uma vida da qual se orgulhe. E se não se orgulhar dela, espero que encontre forças para começar tudo de novo."

Oscar Wilde
"Perversidade é um mito inventado por gente medíocre para explicar o que os outros tem de curiosamente atrativo."
É claro que O Retrato de Dorian Grey não é o melhor livro do mundo, mas é com toda a certeza o mais elegante. Eu já li umas três vezes, sempre fico sorrindo atoa, mesmo quando a trama vira e a tragédia vem à tona. É charmoso, artístico, carismático e completamente delicioso - literatura às vezes tem que ser assim - todo mundo às vezes precisa ser assim. E o Oscar Wilde foi, com todo o talento do mundo, ele foi e escreveu sobre tudo isso aí.

Ernest Hemingway

"É sempre assim. Morre-se. Não se compreende nada. Nunca se tem tempo de aprender. Envolvem-nos no jogo. Ensinam-nos as regras e à primeira falta matam-nos."

James Joyce

"Eu irei lhe dizer o que eu irei fazer e o que eu não irei fazer. Eu não servirei aqueles no qual não acredito mais, mesmo que se entitulem minha casa, minha cidade natal ou minha igreja: e eu tentarei me expressar [viver] de uma forma mais livre e completa possível [através da arte], usando em minha defesa as únicas armas que eu me permito usar - silêncio, exílio e habilidade."
Eu li o prólogo de Ulysses no cursinho e fiquei mais de seis meses ruminando as frases, planejando comprar o livro (que só voltou a ser reimpresso no Brasil esse ano e, na época, era mega difícil encontrar e mega caro pra adquirir), até que finalmente fiz isso, uns dias antes do primeiro vestibular: big, big mistake. Ele é gigantesco e... lembra quando eu disse que 1984 é meu livro favorito e nenhum deve superar? Esse foi o que chegou mais perto e, se eu fizesse um ranking pra livros (é muito difícil, não rola!), ele apareceria perdendo pro primeiro por pouquíssimos décimos! Nem penso em tentar explicar aqui o porquê da genialidade de Ulysses. Toda vez que eu releio (e isso acontece bem mais do que deveria), entendo de uma forma diferente, percebo um sentido ou acontecimento novo; ele é quase... mágico! Dito isso, o que mais dizer?

Albert Camus
"E no meio de um inverno eu finalmente 
aprendi que havia dentro de mim
um verão invencível."


Jack Kerouac
"E percebo que não importa onde eu esteja, seja em um quartinho repleto de idéias ou nesse universo repleto de estrelas e montanhas, tudo está na minha mente. Não há necessidade de solidão. Por isso, ame a vida como ela é e não forme idéias preconcebidas de espécie alguma."
Argh, cara, eu amo esse homem. Com certeza é o escritor, enquanto ser humano, com o qual eu mais simpatizo. Um vez tentei montar um caderno de citações e tinha tanto Jack Kerouac no meio, que desisti e fiz um caderno-Kerouac, hahaha. O livro, On the Road, é lindo - não crie muitas esxpectativas, não crie expectativas nenhuma - só leia, e leia, e leia. Senta lá fora e lê, porque lindo é o que ele é, mas o que mais gosto nesse escritor, nem é a obra prima: é a forma simples e plácida como ele descreve, tão bem, as coisas que sente & o sentido das coisas todas. É livre, é folk e é inspirador. Dá vontade de tomar sol no rosto, ou carregar a câmera, pegar um chapéu e sair por aí... por aí, sabe? Pelo mundo...!

Edgar Allan Poe
"Tudo o que vemos ou perecemos
Não passa de um sonho
Dentro de um sonho."

George R. R. Martin
"Quando as neves caem e os ventos brancos sopram, o lobo solitário morre, mas a alcateia sobrevive."
Gente, sobre as Crônicas de Gelo e Fogo... Por favor, não esperem uma crítica arrojada, nem uma mínima descrição. Tudo que vão ganhar aqui nesse comentário, é amor e devoção de uma idiotinha completamente inserida e dependente de Westeros, as tramas e as personagens. Genial é pouco pro peso dessa obra. Cinco livros publicados, dois pra fechar a série. Tolkien e Lewis que me perdoem, mas pra mim essa é a expressão máxima de literatura-fantástica. Estou seriamente viciada!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

"You've turned your heart into a hero."

Cinco da tarde é o melhor horário do mundo, perfeito em todos os sentidos. Quando é verão, por exemplo, e você está rodeado de árvores: porque tudo fica lindo e, além de lindo, é pura filosofia! A luz começa a oscilar no céu, e as sombrar todas vão tombando uma sobre a outra em tons de laranja. O sol te observa rubro em uma diagonal quase horizontal, e te enche com o último sopro de calor do dia, cheio de harmonia e boas energias. Você já sabe como o seu dia vai terminar, já sabe o que fez e o que deixou de fazer, e, se quiser mudar alguma coisa, ainda tem a noite toda pela frente, e ter a noite toda pela frente é outra coisinha completamente linda sobre as cinco da tarde. Aprendi esses elogios às cinco da tarde já há um tempo, e quem ensinou, ensinou entre suspiros, cabeça no meu colo, olhos doados pro céu dourado, falando bem baixinho como que para não interferir na magia que ela possui. 

Não são cinco da tarde, esse horário quente e cheio de boas lembranças já passou, hoje. É verdade que essas novas já não são mais tão quentes. Quando penso em como elas costumavam ser, aí é que gelam mesmo. E quando decido não mais pensar e dar uma chance pras novas tardes que estão por vir, ameaçando esquentar outra vez, o ocaso rompe mais cedo pra me lembrar que o amor é uma flor de inverno extremamente complicada e não deve simplesmente "dar certo", assim, tão poucas estações depois... pelo menos não dá forma (unica) que eu conheço e insisto em acreditar. 

Mas se eu aprendi alguma coisa daquela vez, é que o lance do céu dourado, do dia em out e a noite em in, das árvores de sombra longa e dos pássaros correndo pra casa dormir, dificilmente tem haver com as tardes que já foram... embora nesse caso, de um jeitão bem íntimo e agora dolorido, tenham praticamente só haver com elas. No plano maior, segundo a filosofia que os olhos claros e os cabelos temporariamente alaranjados tentaram transmitir, é sobre as novas cinco da tarde, precisa ser! É sobre esperar um pouquinho e acreditar que no final de uma noite longa, ou de um pesadelo que pareça durar meses e meses, vai chegar um novo verão, um novo pôr-do-sol. Sabe aquele ditado todo místico e infantil que diz que é sempre mais escuro antes da aurora? Pois é, também é sempre mais claro antes do ocaso, e não tem nada de errado com o ocaso. Você só precisa continuar sendo... forte. And "you don't need strength to be strong".


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dramática auto-suficiência

Te ensinam a respirar, na terapia. Faz anos que nem passo perto de um consultório, mas lembro de quase todas as coisas... Agora seria bom, eu acho. Seria bom ter algo agora. Ou seria o contrário de bom, mas tenho pensando muito nisso. Parei porque tava com medo de decepcionar minha mãe. Com treze anos decidi que não queria ser a filha estranha, triste ou meio pinel, que fazia terapia e tinha tudo pra dar errado, vivia muito mais triste do que feliz e acordava em pânico, inconsolável, pelo menos uma vez por semana. Bom, mãe, nós duas já sabemos agora que todo aquele meu "potencial" à normalidade e sucesso foi fogo-de-palha. Quanto aos sonhos escuros... eu sei que pela lei não são mais problema seu, mas eles nunca deixaram de me espreitar e, quando eu menos preciso, eles voltam. "Fecha os olhos outra vez, tampa os ouvidos e tenta ouvir a sua própria voz dizendo, de dentro pra fora: tá tudo bem, tá tudo bem... você já acordou."

Mas e a respiração... como era mesmo? Eu queria lembrar dos exercícios todos! Lembrar de como puxar o ar, quando, a garganta e o tórax já estão completamente contraídos, arfando, mas só vai entrando mais desespero. Queria lembrar, agora, de como me acalmar com o oxigênio inalado, deixando ele fluir pros olhos afogados e pra bagunça que as expressões faciais se tornaram. Ou de como ser forte, e ter foco, pra inspirar bem fundo, entre pausas longas, e com calma liberar a pressão dos punhos pálidos, fechados em x com força demais. Tinha aquela posição também, aquele jeito curioso de sentar agarrando as próprias pernas, se impondo contra o estômago dolorido, ordenando física e psicologicamente que ele pare de borbulhar medo e ácido gástrico em excesso. "O corpo é gentil demais, e quando o medo e a tristeza dominam a mente, ele resolve se maltratar pra te distrair... Mas a mente é cruel: junta os dois processos e faz tudo parecer pior. Busque raciocinar."

Não era só sobre respirar direito, é claro... Embora grande parte da coisa toda tivesse haver com isso, aqueles dias, por causa das técnicas que eu tinha de desenvolver pra me acalmar depois de acordar. Mas tinha a poesia também, o lado filosófico e charmoso, a tal da doutrina de auto-ajuda. Eu era boba e criança, mas de qualquer jeito inocente, funcionava. Acho que vou querer um pouco disso também, (re)aprender a me ajudar quando, na real, não sobrou mais ninguém pra fazer isso por mim. É, eu lembro bem disso, lembro do psicólogo me trazendo chá de camomila e sentando mais perto, dizendo que não faz sentido nenhum se martirizar e viver em luto quando as pessoas que a gente ama saem da nossa vida, de um jeito ou de outro, porque no fundo é tudo uma questão de concepção, e essa questão tende a ser bem relativa: nós só devemos "precisar" de alguém quando esse alguém existe plenamente pra nós; quando não, só precisamos de nós mesmos. Não é egoísmo ou egocentrismo, mas auto-suficiência, e ela não é perfeita e na maioria das vezes é muito triste, mas quando é só o que sobra, precisa ser ideal. Acho que naquela época eu reclamava do meu pai, e, graças a psicologia ou não, eu desenvolvi essa relação exata com ele - independência emocional. (...) "Agora você só precisa fazer isso outra vez com os seus mais novos futuros-fantasmas."


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Henry D. Thoreau e a insônia

"Todo mundo fotografando, descobrindo e se apaixonando em Manhattan... E você aí, com todo esse potencial, continua na casa dos seus pais, escorregando pra amores pequenos e lembranças modestas. Sabe, não é muito natural acordar no meio da noite assim, angustiada, invocar um alterego e tentar se doutrinar - mas no seu caso é quase urgente, porque a inquietação anda em pico esses dias, não é mesmo? Não é sobre auto-ajuda, psicologia de bar e essas reivenções televisivas não - tem pouquíssimo a ver com tudo isso, porque, na real, é sobre caminhar de encontro a algo que você sempre foi, e não que precisa 'se tornar'. Você não precisa ser a mais legal, ou a mais divertida, ou a mais inovadora... Mas precisa querer coisas maiores, almejar dias mais cheios e situações menos convencionais! E não me venha com essa de "estar contente com as simplicidades da vida", porque essa nunca foi você, minha cara... Seu lance é morder a vida - é, morder ela - agarrar pela boca e sair correndo por aí, sem parar, sem pensar. Eu sei que pode ser assustador às vezes, mas você precisa, hm, querer crescer. Chega de passar frio nos dias mais quentes do ano, ou fazer planos mentais enquanto o corpo continua trancado no quarto. Chega dessa história de se limitar porque fulana ou ciclano não acompanham seu ritmo, não partilham da sua filosofia. Vai sujar a roupa um pouco, sábado a noite, ou pode ser em uma terça-feira!, vai se sujar e, se rasgar no processo, nada dessa história de se arrepender e prometer 'nunca mais fazer isso', troca de roupa e se suje de novo! Parece que é um discurso direcionado a vida boemia e só, mas no final das contas, tem pouquíssimo a ver com ela de fato. É só sobre ousar, sabe, profissionalmente por exemplo: tem tantas idéias aí, e tão pouca ação. Essas dúvidas malditas: você precisa matar elas! Tem que começar por aí, sinceramente... Decide: se quer um de volta, ou se vai lutar pelo outro; se quer se formar logo e vivenciar de fato a faculdade, em uma tacada só, ou se prefere uma pausa, pra morar em outra capital e se desprender um pouco desse grande 'resto de adolescência' que você virou. Diminui as doses de amor-para-sofrer, diminui as sutilizas educadas que seu discurso possui, diminui os sorrisos induzidos e diminui as tardes de facebook. Aumenta os vícios - sim, aumenta os vícios... esses da alma, por exemplo fumar só com uma pessoa, visitar um mesmo jardim toda a semana, ver o sol nascendo em cima de uma pedra, passar noites de edredom-branco com ele, às vezes, sem deixar espaço para os cinco anos pesarem (...) Um desses filósofos que você ama disse uma vez que só tem como se encontrar, depois de se perder de fato. Por favor, vai se perder então... antes que essa inquietude linda, esse impulso contagiante, resolva se perder de você."