domingo, 30 de setembro de 2012

Sorri pra mim, vai

"ASK: O sorriso mais lindo do mundo. Pode ser foto ou descrição."

São muitos tipos de sorriso, embora sejam todos da mesma pessoa. Eu acho que amo todos. Desde o mais simples e sonolento, que não chega a mostrar os dentes e se faz muito mais pelos olhos; passando pelo aberto e atencioso, que vai reagindo de acordo com o meu; até o mais sincero e divertido, dentes branquinhos, a boca entreaberta e cabeça inclinando pra trás... Engraçada essa questão estar bem hoje na minha askbox. Eu acordei com você sorrindo atrás das minhas pálpebras. E trocaria ouro pra ter um segundo disso aqui, acordada. Aí veio a pergunta via tumblr e eu mergulhei na pasta gigantesca de fotos antigas. E lembrei o que um sorriso seu significa pra mim... Mas um sorriso bom. Sem pressão, ironia ou insegurança. Sem os nossos erros pendurados nos cantos - só sorrindo, sorrindo, sabe? Sorrindo o meu sorriso mais lindo do mundo.


"Feriado de chuva no Boqueirão", 2010. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Um textinho de amor

Troca a sua senha, Dona Victória. Porque eu não resisto a tentação de vir aqui pra bancar o Romeu em praça pública. 
Ou então não troca. Deve ser bem bobo e seus amigos devem dar risadinhas, te deixar morta de vergonha. Mas, por outro lado, é tão lindinho né?

Tá. Sem essa de bobo apaixonado. Quando eu era bem mais novo e você bem mais minha, era engraçadinho. Agora a data é outra, e o ato também. Tá frio aqui e ouvi dizer que aí também. Eu sinto a sua falta todos os dias - e é o dia todo. Se você chamar, eu viro nos pés e volto. Eu sei que você sabe disso, mas é sempre bom reafirmar. E eu também sei que eu erro muito, e constantemente...

E eu te amo. Sempre. E muito, little baby meines Herzens.

E, ah, se você me atendesse hoje (na nossa meia-noite em ponto), ia me tornar no desesperado mais feliz do mundo.

G.S.
"All the hardest, coldest people you meet were once as soft as water. And that’s the tragedy of living."
- Iain Thomas

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dia D (de Dominic)

São 7h00. São 7h30. Você perdeu meia-hora. Perdeu meia-hora e essa meia-hora desconfigurou seu dia inteiro.

Mas tudo tem um motivo. E tudo tem consequências também. Voltemos no tempo, pra explicar primeiro o motivo:

Foi dormir tarde. Tava passando um filme do Jackie Chan, um dos melhores, e desde os nove anos filmes vintage do Jackie Chan são uma paixão verdadeira. Mas nem foi por isso. Podia ter se contrariado e ido dormir. Poupou o sono de propósito. Poupou o sono porque o domingo, lindo e ao mesmo tempo odioso, já tava acabando. Quando o domingo acaba, é triste. Pelos motivos convencionais - tipo trabalho, uma rotina de cão, faculdade e todo o resto. E pelos motivos secretos, que não vem ao caso explicar. "Então fica, domingo. Fica mais um pouco!" Esse foi o pensamento, e aí levantou só 7h30.

Agora as consequências. O café da manhã foi veloz, você nem teve tempo de abrir a gaiola e deixar a gordinha pular na sua torrada, ou bebericar seu suco. Esbarrou com a mãe saindo e foi grossa, desatenta e odiável. Daí esqueceu o Bilhete Único em cima da mesa, comprometendo todo o orçamento do dia. Sem falar que escolheu uma roupa pouco confortável, que poderia apreciar um ferro quente antes de ser vestida. Pegou o ônibus alternativo, e o tráfego de caminhões é liberado na Av. Sapopemba, tremendamente caótica nesses tempo graças a obra do Monotrilho, à partir das 8h00. Meia hora vira uma hora e meia, e você chega no metrô mais tarde, na empresa mais tarde. Saí mais tarde também, porque essa é a lei do ponto eletrônico e 'descontos' não são bem vindos nessa era de dívidas e dinheiro [sempre] insuficiente. Chega na faculdade mais tarde, com mais fome, menos paciência, intelecto e emocional. Come mais rápido, em um centro de convivência mais cheio e barulhento. Hoje você precisava daquela uma horinha de folga que antecede a primeira aula!, não porque não terminou a atividade do professor Bobão - conseguiu dar conta disso no domingo, pela primeira vez em anos! Mas é que finalmente vazou o cd da banda preferida e você queria ficar num laboratório do Delta ouvindo ele inteirinho... já que a vida é tão, mais tão boa, que o pc da empresa tá com a entrada de áudio quebrada e - agora - você só pode ler comentários e esperar mais algumas angustiantes horas antes de ouvir um álbum que esperou por três anos. Depois tem aula. Duas, ainda. E tem os 'ois', os 'tchaus'. Não é culpa de ninguém!, mas tem uns ois e tchaus que realmente podiam esquecer de vir hoje - só hoje. Aí acaba o dia, você faz mais uma viagem, gira a chave e já abre a porta de casa sem forças pra se arrastar vão a dentro. A sorte dessa entrada dramática, mesmo, é que a Dominic sempre pia lá dentro da gaiola dela - e aquele piadinho de "Oi? Mamãe?", te atraindo para o último (e salvador) contato do dia - e ele é silvestre, amarelo clarinho, tem bochechas laranjas, penas quentinhas e define o amor. Então tudo bem, né? Então tudo bem ter perdido meia-hora! Ela sempre me devolve ♥

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Final diagnosis

Estamos entrando na nova temporada de séries. Tudo (re)começa entre final de setembro e comecinho de outubro. Até que enfim, né? O que me lembra... meus oito anos de House, como foi acompanhar o series finale e como é triste saber que não recomeça mais, agora em setembro. Fiz um post bem meloso na época! Segue.

Terminei de ver agora. Chorei de Teardrop, a música de abertura que apresenta os atores, até o finalzinho dos créditos, quando aparecem as produtoras engraçadas. E teve momentos que eu tava chorando tanto, que precisava pausar e respirar fundo. Ok. Vocês vão chamar de exagero... Eu também, na verdade. A real é que eu atribuo muito sentido pra séries e livros, filmes e todas essas outras coisas fictícias. Além disso, essa é a minha série favorita de verdade, de coração. Além disso também, as coisas não deram certo com a tradução, as coisas não tão dando certo aqui em casa, as coisas simplesmente... pararam de dar certo, e hoje eu tô mais sensibilizada. Enfim. O episódio foi forte, interessante. Não foi o melhor, dizer isso seria exagero - eu consigo pensar em uma pancada de episódios que eu amo e considero melhores antes desse - especialmente, haha, porque essa mágoa por ser o "último" não girava em torno deles! Não, mas sério, foi um grande episódio... complexo, trágico, nauseante e ao mesmo tempo lindo - do jeito que precisava ser, do jeito da série toda de ser. Foi bonito ver o egoísmo do doutor se mutando no maior gesto altruísta do mundo e, ainda sim, egoísta! Hahaha, difícil explicar, nem quero! Seria só me maltratar tentar colocar em palavras, aqui e agora, o quanto eu acho esse personagem brilhante, nesse ou em qualquer outro episódio... seria só doloroso. Tiveram pontos tristes, dignos do choro compulsivo de alguém que acompanhou as oito temporadas, okay. Outros felizes, de encher o coração de amor mesmo, igualmente emocionantes. Mas cara... o meu choro desconsolado, da abertura ao fechamento, eu confesso, foi 95% baseado no fato de que esse era O final de uma trama que mudou a minha vida. Que me acompanhou por anos. Que me divertiu, entreteu, ensinou, completou, ajudou, consolou - ou me deixou puta, louca de ira e tristeza, desacreditada do mundo e das pessoas - igual as coisas que a gente ama normalmente tendem a fazer. Eu amei tanto as minhas 178 horas no Princenton-Plainsboro. Eu amei tanto as equipes, as mudanças, as constantes, os casos, e as soluções. E as personalidades criados!, a forma humana, dantesca e genial como elas se cruzavam e estapeavam a gente de realidade, mesmo sendo fictícias. Eu... amei tanto a ideia de passar seis meses por ano, toda a segunda-feira, dependendo de um episódio novo - e dependendo pra sempre! Mas a segunda-feira 21 de maio chegou rápido e... levou embora tudo isso. Então sério: Eu odeio House MD por ter acabado. Mas eu amo... eu amo, muito & muito mais, por ter existido. Obrigada. Obrigada Fox, David Shore, Hugh Laurie... Obrigada! I regret nothing. E desafio qualquer série a superar, no meu coração e na crítica, o poder dessa.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O maior sono do mundo? Tá pago.

"Não, não, não. Sem essa de dizer que não me ama mais, bebê."

Ontem a nossa conversa boba (a mais boba e cor-de-rosa do mundo) foi sobre isso. Sabe quando as carências comutam e as coisas começam a ficar "engraçadas, se não fossem trágicas"? Pois é. É quase um eclipse, um eclipse de precisar dele e esperar que ele precise de mim também, assim, na mesma madrugada, com a mesma intensidade. E aí a gente tenta manter o tom sóbrio e a razão, mas só consegue rir baixinho de tudo & qualquer coisa, pensando despropositadamente na boca um do outro, assim, via telefone mesmo.

Umas sms alteradas, mas nunca [mais] bêbadas foram sendo trocadas, até que eu fui convencida a chegar em casa, me enrolar num pijama antigo e pegar o telefone. Ligo, eu ligo. Enfrento a fúria da minha mãe depois, quando já estiver tudo bem porque nós conversamos durante horas, eu me comprometo a pagar um certo terço das ligações internacionais. Embora você seja o cheio da grana, eu ainda gosto de fingir que sou a justa. Só que "atende logo", porque quando chama 4 ou 5 vezes, eu já penso em todas as anglo-saxãs que poderiam (e deveriam, só que não) estar aí enroladas nas suas cobertadas e o meu estômago fica doido!

Questionou todo o meu dia, sem direito merecido, mas com todo o direito conquistado... Dei as evasivas de sempre e lancei uma nova, pra deixar sua âncora suspirando aí do outro lado. "Ei, você não tá aqui, lembra? Isso muda tudo quanto ao que eu posso e devo fazer, e você sabe." Aí quis voltar a brincar, porque é verdade: a gente se precisava leve, bobo e cheio das risadinhas, hoje. Ficou falando que não acreditava mais em nada do que eu, às vezes, irada e machucada, gritava por aí. Que eu posso tentar, mas simplesmente não tenho mais como amar alguém como amo ele. Folga, mas muita, muita folga mesmo. E tava rindo!, baixinho, morto de preguiça e sono privado, mas todo sagaz, ainda sim, e risonho... só pra me lembrar de como a voz rouca e as risadinhas de contentamento vem fácil, descaradas e doces, no meio das madrugadas de quinta - só pra me mostrar como elas ainda me derrubam, me fazem derreter em cima do meu próprio travesseiro. 

Bom, agradeço ao leitor, mas é só. É só um relato. Nada pra ser extraído, disso aqui. Nenhuma frase mágica que gere sentido pra toda a descrição melada acima e compense o post, nada, nadica de! É só isso. Tem sido isso desde 2007. A bagunça - sem fim - que raramente nos presenteia com o tal do eclipse e deixa as âncoras se cruzarem quentinhas durante três horas e quarenta e dois minutos de, humph, telefone. (...) Muito, mas muito sono mesmo, hoje. Só que ele tá pago, né!


domingo, 9 de setembro de 2012

Segunda-feira sempre volta

A dor de cabeça e o vento quente. Quando cai a noite, o vento tende a esfriar. Mas dentro de casa continua um inferno.
Pingou sangue dos dedos e do nariz, hoje. Quem consegue se cortar fazendo check-in? Já as veias subdesenvolvidas do sistema respiratório, não aguentam a falta de chuva e não entendem nada sobre despressurização.
O calor. Não faz sentido nenhum passar calor no inverno. Foi por isso que o encontro com o banco vazio, beira-mar, em uma cidade bem ao sul de casa, esperando o vendo gelado soprar as ideias, foi o escape do feriado.
Mas eu odeio essa história de escape. Escapar de quê? Pra quê? Pra onde...? O feriado sempre acaba. E, não que eu tenha sido especialmente feliz neste, mas até a tal da contemplação do vazio ficou mais bonita em Floripa. Só que sempre acaba... E a gente volta pro metrô, para os narizes sangrando, para a rotina sufocante de relações vazias, pra existência limitada e as vontades rogadas. A gente sempre foge pro sul, alguns fogem pra Irlanda. Alguém sempre volta, alguém sempre fica. E alguém sempre volta a ficar sozinho no escuro, no frio, no Sul, Sudeste, calor, beira-mar ou metrô. Sempre acaba assim. Sempre.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

"Her love for him is not something that can be changed— it’s physics, and emotion: It’s the exact weight of radium. It is vast and it is exact. It is tender and infinite and inexhaustible. Her love for him is a fact. Her love for him is a brutal fact about the world."

terça-feira, 4 de setembro de 2012

(auto)Debate

Ontem, 3, aconteceu o segundo debate entre os candidatos a prefeito da cidade de São Paulo. Foi mediado e transmitido pela Folha, em parceria com a RedeTV. Sou viciada em debates já tem um tempinho. E não é só porque é divertido ver os caras trocando farpas (embora seja, e muito), mas é o melhor (senão único) jeito de conhecer os candidatos, né? Campanha eleitoral é composta em 20% de ataques aos concorrentes, sem direito de resposta, com acusações que, mesmo que verídicas, vem distorcidas e contextualizadas a favor de quem critica. Os outros 80% são propaganda, que 80% das vezes também é distorcida, ou só enganosa mesmo. Enfim. Matei muitas curiosidades ontem. Sou metida a fazer micro análises de todo mundo e, no caso dos candidatos, preciso & tenho tentado fazer isso desesperadamente, 24 horas por dia. Admito estar em pânico, hahaha. Eu não sei como usar meu voto a favor da minha cidade, ainda. E não sei se vou conseguir maturar essa decisão a tempo. Porque tá muito, muito difícil mesmo votar em 2012, gente. O que uns tem de despreparo, outros tem de irrelevância. Os maiores, são os mais mal-intencionados. E os menores, ou são leigos, ou são só... pequenos demais pra brincar. 

Vou começar falando do Paulinho da Força (PDT), porque ele foi o cara que mais me assustou ontem a noite. Nunca tive amores perdidos pelo candidato, ou pelo seu partido duvidosíssimo. Mas rolava uma espécie de "respeito afastado", já que eu conheço a história bem por cima mesmo. Ontem ele coronalizou geral e, sabe, é nessas horas que a gente agradece por ter tido a paciência de ir dormir um pouco mais tarde em prol do debate. Sim, ele "coronalizou", gente. Bancou o vargista, defendeu o cara sem nenhum pudor e criticou Carlos Gianazzi & partido (PSOL) baseado no fato de que "eles são tão pequenos e chatos na câmera, que ninguém do meu partido para pra prestar atenção, porque a gente tem coisa mais importante pra fazer, e eles só tem um representante na câmara estadual, que só serve pra encher o saco". Aaaah, mas é muito bom saber, querido Paulinho! Acho engraçado um cara que foi líder dos sindicalistas por tanto tempo, usar humilhação como base de argumento quando se dirige a uma espécie de esquerda menor (o PSOL). Que tipo de índole é essa?! Que tipo de proposta gestora esse homem tem pra São Paulo, a maior e mais importante cidade do país (guardados as proporções e separatismos tucanos)? Além de corrupto, pipoqueiro e metido a chefão, o tal do Paulinho é um coronelzinho, com bases partidárias seriamente Vargistas, e envolvidas tanto nos escândalos centro-esquerda, como centro-direita do país. Se fosse só isso, mas o camarada não tem preparo nenhum pra discutir as questões mais pertinentes da cidade! Quando perguntando sobre corrupção, as máfias paulistanas e o envolvimento destas como o seu partido (se não em engano, pelo próprio Gianazzi), não conseguiu responder, gaguejou, disse que o importante era "discutir as questões da cidade" e voltou pro seu texto decoradinho, que, convenhamos, falta em criatividade, em energia, e em todo o resto também.

O segundo a chamar minha atenção em um jeito extremamente negativo, infelizmente, foi o Fernando Haddad (PT). Não, ele não é um Paulinho da vida. O cara é preparado - podem se apegar aos defeitos do ENEM e as "injustiças raciais" das cotas - como ministro, foi um grande profissional e gestor. Tem o discurso responsável e prático, e não é leigo, nem bobo. Resumindo, não vejo nada de errado na pessoa Haddad. Também não sou expert em política, que fique claro; meu interesse é proporcional à minha vontade de ver a cidade, estado e país funcionando, harmônica & socialmente. Porque sim, eu não ligo pra economia decolando, ou o Pão-de-açúcar virando um gigante na propaganda de whiskey. Eu quero, e sempre tentarei votar, a favor do bem-estar social. É por isso que o PT sempre estará a frente do PSDB da minha intenção de voto; é por isso que eu desprezo o segundo partido com um fanatismo quase futebolístico. Mas o probleminha-Haddad, pra mim, surge bem aí. O cara é um Filho de Lula e frisa isso, em to-das as suas respostas, de maneira quase católica. Pode ser que seja a proposta do seu marketeiro - colocar o candidato sempre a sombra onipotente do Presidente do Povo, de maneira que a gente nem veja ele direito - só o fato de que ele é o candidato do governo. Isso... irrita. Até pra quem apóia (guardados os fanatismos partidários) o Governo Federal, como eu. Eu quero ver o Haddad "futuro prefeito de São Paulo" falando, e não o "ex-ministro amado pela Dilma & pelo Lula". Fora isso, a outra última coisa que me deixou com o coração partido essa noite, foi a resposta do Haddad para a pergunta da Soninha (a mais genial da noite, assim como muita das coisas que a Soninha, inspiradíssima, disse ontem): "E o Maluf, Haddad?" Ele ficou cor-de-beterraba, e nem foi por despreparo, já que não existe preparo no mundo que possibilite um candidato a justificar uma aliança com o PP, né. No final, terminou falando que "quem deve justificar o apoio, é quem apóia, e não o apoiado". Muito, muito... triste.

Tá, deixa eu falar do José Serra (PSDB) antes que eu exploda aqui, vai. O que o cara não tem de caráter,  transborda em experiência. De quantos zilhões de debates o Serrinha já participou?! O coitado do Chalita tinha todos os argumentos e tava tentando fortemente meter a lenha na última [meia]gestão tucana, quanto a questão das escolas de tempo integral; falhou - parece que o Serra tem uma barreira invisível, protegendo-o de toda a sua "falta de realizações" com uma capacidade assustadora de discutir e argumentar, mesmo sem argumentos ou razão. Depois o Gianazzi, sobre a Saúde paulistana e a tal da entrega de remédio em domicílios também fez críticas primorosas... mas o cara tem um discurso tão idiossincrásico, tão "ei, eleitor, pelo menos você sabe quem eu sou, e esse outro cara não", que fica difícil brincar. Ele é tipo um vizinho que te convida pra jogar video-game, perde, e bota a culpa no controle com defeito, ou diz que não queria ganhar "porque não tava valendo nada mesmo". O Gianazzi detonou a pergunta mal-feita do tucano, sobre o remédio domiciliar, apontou com muita competência todo o descaso da gestão Kassab, que ele próprio "criou" - tudo o que o Serra disse na réplica, foi "Bom, em primeiro lugar, eu não "criei" a segunda gestão Kassab, ele se reelegeu." - Tipo, "culpa de vocês eleitores, não minha, otários". Depois mandou um "Ah, que pena, eu esperava uma proposta do candidato Gianazzi pra que nós pudéssemos discutir" - mas ele gastou todo o tempo apontando os erros do meu partido nojento e sua privataria desmiolada que ferrou com a saúde.

Gente, do Celso Russomano (PRB - É O PARTIDO DA IGREJA UNIVERSAL SIM, SEU ESCROTO), eu não tenho muito a acrescentar. O cara é mesmo um sensacionalista dos chorões, como algum jornalista colocou brilhantemente esses dias (não lembro quem, nem quando). Faz biquinho de passarinho, afina a voz, também não responde nada, e só frisa, cheio de piedade, que a "população precisa de mais qualidade, eu ando pelas ruas e eu vejo isso: nós precisamos amar nossas pessoas, e como prefeito, eu farei isso incondicionalmente". Ba ba qui ce. É o cara mais sujo, quase ofende seus concorrentes por estar presente nos debates, e pronto.

Soninha e Levy me surpreenderam também, mas não pra mal. Quer dizer, na medida do possível. A Soninha sabe discutir, colocou brilhantemente suas posições em relação ao fanatismo partidário, em relação a sub-prefeitura que ela assumiu na gestão Kassab, que ela tanto critica (ela e o mundo, né gente) - pra mim foi o ponto alto do debate, sinceramente, eu olhei pra pequena ex-boleira e pensei "eu me sentiria bem representada por essas opiniões na prefeitura". A pena, é que tudo o que sabemos dela, são as opiniões. Falta... sei lá, falta muita coisa aí. O Levy é um grande cara também, tem pinta de governante, pena que exala "Estado Mínimo" e "Soluções Bancárias" pelos bigodes, hahaha. É o tipo de "chefe gente boa que, mesmo só pensando em dinheiro, é um cara legal e não comete injustiças". Longe de mim com os grande empresários, mas o Levy é preparado, intelectualmente, e o Paulinho me perturbou tanto por não ser nem um pouquinho, que me apego aos que são, haha. 

Eu gosto do PSOL, e achei o Gianazzi um cara bacana. É um partido social, que não vai somar mais de 2% de intenção de voto nunca, porque a propaganda é limitada e as pessoas curtem mesmo é eleger um Homem Olimpiano. Por último, e quase menos importante mesmo, tem o Chalita. Ele é bem articulado, ele não é um idiota completo, ele tem propostas boas e mesmo com aquela cara de bobo e aquela voz de dormir, não é uma perdição total. Mas, AH, ele é o do PMDB, né? Ok, então não.


E vocês, votam em quem e porquê? Hahaha. Já vou avisando pra quem ainda não sabe com certeza, que pensar vai doer! Mas defender um país não é só ir pra guerra matar uns nazistas! Votar funciona gente, tenhamos fé.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Diário da indiferença

Hoje o frio venceu e o exagero, um velho amigo, recuou. Mas não vai fazer drama. Não vai chorar assim, ainda tão longe de casa. É que às vezes... a biologia feminina conspira, o tempo fecha e todo mundo esquece junto que, além do cinismo, é só sensível. A prática em ignorar a família e os idealismos românticos inspiram uma força moderna, pró-praticidades. A altura, a preferência por cores neutras e comportamentos modestos, também. Só que as vezes, é inevitável quebrar a cara. As vezes sente frio e falta. As vezes quer só pra ela esse monte de sorriso que vê na vitrine. Mas hoje é sem exagero. É até sem verdade. Perder amores imensos a ensinou uma coisa: mesmo que seja mentirosa, a indiferença é sempre uma boa aliada. E o erro foi dela. Os últimos tem sido... Então é só respirar, pensar numas ironias pra dizer. É só fechar os olhos e tentar salvar as coisas boas. É só assumir a culpa, se comportar, se domar. É só...