segunda-feira, 29 de abril de 2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Manifesto semanal

Veja bem, segunda-feira, você não entende nada de amor. Se entendesse, nos pouparia de suas tarefas - sem prejudicar nossos sonhos e lutas constantes. Ia ser possível faltar, sem perder matéria e presença. Ia ser aceitável folgar, sem pedir permissão aos editores que lutamos para, um dia, vir a ser.
Mas deixe estar. Você só dura vinte e quatro horas! E mesmo que nos estripe do direito de passar o dia abraçadinhos, fugimos para o telefone. Combinamos um golpe de estado, nesse meio-encontro cronometrado. Não te atingimos diretamente, é bem verdade... Miramos em um de seus frágeis aliados.
"Quarta-feira, vem me ver?" 
"Sim, correndo."
Dura pouco, é claro... Após beijos contados e uma ou duas horinhas trocando sorrisos apaixonados, a milícia (nome: Rotina) descobre tudo e o levante cai por terra.
Mas deixe estar. Nem todos seus aliados são tão resistentes. A sexta-feira, coitada, se mantém cruel e disciplinada nas primeiras horas do dia - segue a doutrina. Mas acaba cedendo às nossas sofríveis reivindicações. Depois da Abril, depois da Metô, na minha, na sua casa? No cinema ou naquele barzinho... Fica tudo bem denovo.
Que a próxima ditadora (segunda-feira, sua maldita) esqueça de chegar.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

"O que te emociona?"

Ganache de chocolate. Séries de televisão. Bosque. Tudo o que o mundo e as pessoas tem (e deixam) implícito. Recheio de nozes. Abraços protetores. Uma cidade chamada Guararema. Sonhos longos. Cafuné (sério). Moedas em quantidades ridículas. As Crônicas de Gelo e Fogo. O refrão de All this and heaven. A recepção da Kiara. Banhos sem fim. Versões acústicas. Mãos finas. Jazz Rock. Show de rock. Cantores de rock. Barbas loiras. Sorrisos que suspiram. Fight Club. Caneta de ponta fina. Olhos de rapina. Alecrim. Sol e vento juntos. Fins de tarde. Psicologia. Chorar de rir. Rever os melhores amigos do passado. Comprar ingressos. Guardar ingressos. Amar ingressos. Chorar em season finales. Sorrir no sorriso do meu irmão. Me acalmar na paciência da minha irmã (a oriental). Me encontrar na paz dele.Verde esmeralda. Jóias que já pertenceram a outra pessoa. Ruivas. Índios. Contos europeus. Titanic. Livros japoneses. Bolsas de caubói. Botas baixas. Inverno. Inverno. Inverno. Sessões noturnas. Chorar por compreensão. Bolinho de chuva. Gifs animados. Bebedeiras memoráveis. Mar sem ondas. Óculos de sol. Confiança implícita. Lealdade. Cães felizes. Personagens absurdos. Jack Sparrow. Tatuagem. Estampas inesperadas. Torta de maçã. Dias de edredom e cortina fechada. Chamar a mãe de "mamãe". Morrer de rir sozinha. Cochilos de metrô que valem a pena. Paixões instantâneas. Desejo pelo mesmo sexo.O encore de Little black submarines. Qualquer versão de Hoodoo. Frases de efeito. Peônias. Boêmias. Quietinhos. Tequila. Decoração oriental. Vasos grandes demais para ser verdade. Madrugadas que findam azuladas. Olhos cheios d'água. Novembro. Manhãs de aniversário. Ser alvo de saudades sinceras. Vinho do Porto.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Love is the coal that makes this train roll

Oh baby, can't you see? 
I'm shining just for you 
Loneliness is over 
Dark days are through 
They're through!
Let me be your everlasting light.

terça-feira, 2 de abril de 2013

"It's all about music"

Acho que foi ali, no solo de dez minutos do Gary Clark Jr., que se deu conta [do título]. Talvez graças ao sol (apesar do sol) que, ali mesmo, castigava todo mundo que parou pra ouvir? Talvez.
Pode ser que tenha sido, mesmo, no momento em que o logo anunciando "Franz Ferdinand" apareceu no palco Butantã, minutos antes da própria banda - uma conhecida de cinco outras festinhas, com essa, seis. Se bem que, as chances de ter sido durante o "let's get wild" sussurrante de Ulyses, ou, ainda, no "lalalala" de The Fallen, são grandes também!
Mais provável mesmo é que tenha sido no momento "desespero" da coisa: estar no palco Acesso, vendo, de tão longe, as luzes piscando empolgadas pro Queens of The Stone Age. Mas, se tivesse que escolher, provavelmente diria que foi entre o solo de Little Sister e a comoção enorme do Josh Homme por estar no seu país.
Acho que foi um pouquinho em cada; o total, no todo. Mas... se ela tivesse que escolher seu momento, se tivesse mesmo, diria que percebeu, de fato, durante Everlasting Light. Ou não? Ou foi no agradecimento tímido - tão esperado - do Dan? "Ohh... thank you, guys, thank you." É claro que Sinister Kid, aquele presente, pra ela e a amiga cantarem empolgadas, praticamente sozinhas, num raio de milhares de fãs, entra nessa lista também. E o hit, pra todo mundo pular e perder a voz junto, com certeza tem seu poder de disputa. 'Cause we got the love that keep us waiting! Ouvir sua lyric favorita dos últimos tempos ao vivo, segurando nas mãos dele, marcou muito também (everybody knows that a broken heart is blind). E as mãozinhas, as jogadas de cabelo, o jogo de luzes. E Strange Times, por favor. E Nova Baby. E Money Maker. Fora o "baraparapa" de Howlin' foy you. Então... é, foi por ali sim.