sábado, 20 de dezembro de 2014

Meant for you

Sábado e as manhãs despretensiosas. Nós na cama, o sol perfurando a janela. Poderíamos levantar e listar tarefas, resolver problemas, ser proativos e nos orgulhar disso.

Mas a unica possibilidade real é justamente oposta a esta.

Nos enroscamos melhor, um no outro, pra ouvir no seu celular aquele álbum que o irmão do Brian compôs praticamente sozinho pros Beach Boys. Depois, algumas coisas da fase psicodélica dos Rolling Stones. Teve também alguns sons do The Freewheelin' Bob Dylan, o CD da sua vida. Por último, piramos com algumas passagens de Tommy, o álbum mais maluco do The Who, que você viu ao vivo na Inglaterra e não consegue parar de se gabar.

Obrigada. São essas horas de calma e amor que fazem memórias. E são essas memórias que estruturam uma vida.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O que você não sabia sobre seus meses pré graduação

Que o "está acabando" só significa que alguma coisa estranhamente nova - para quem passou a vida matriculada em uma ou mais instituições - está para começar. A diferença: ninguém têm ideia do que é, de como poderá ser, de nada.

Que irá se sentir tão insegura quanto se sentiu no primeiro dia de aula da sua vida, lá atrás, no pré-fundamental.

Que estagiou quatro anos e aprendeu muito, cresceu imensamente em comparação a criançona no-work que um dia foi. Hoje, executa quinhentas atividades diariamente, com certa competência e autonomia. Ainda assim, é uma Junior, um filhotinho inexperiente e mimado, comparada a todo resto da empresa.

Que não, ainda não sabe o que quer ou o que não quer muito bem, para a sua vida profissional. E que mesmo assim, reza diariamente por uma efetivação, seja lá onde for. Um pouco de segurança, nesse marzão de dúvidas.

Que isso, acima, é desesperador e quase triste, se para pra pensar... Mas não pode se retirar espiritualmente por 12 meses até "descobrir" o que fazer, como seguir. Até porque, isso só se descobre na prática. E nem sempre tem a ver com as suas escolhas - é preciso que seus dream teams te escolham também. E só é escolhido quem faz por merecer.

Que sim, ninguém disse que seria justo ou fácil, mas terá que administrar o trabalho de conclusão de curso & o fim definitivo de sua infância & o fato de que, se não provar indispensável, vai estar desempregada em 90 dias - tudo com muito primor. Quem caralhos achou que juntar tudo isso seria uma boa ideia?

Que, uma vez com um salário readequado e um pouco de comprometimento, vai sim sair de casa. E que isso é excitante, na mesma proporção de assustador e triste,

Que está para concluir a primeira e mais fácil, doce e saudosa fase da sua vida.

Que nunca mais vai mais estudar com o seu amor e ver seus amigos queridos todos os dias.

Que não vai mais frequentar certos bares, odiar professores e ter um dia cheio... de lugares para estar, matérias para estudar e pessoas para se apegar cheia de amor, ou desprezar cheia de liberdade.

Que simplesmente entendeu que o "está começando", por mais incrivelmente assustador e misterioso que de fato é (!), será incrível.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Você é meu batom

Muitas pessoas têm levantado a bandeira de que sozinhas são completas; assusto-te se confesso que eu preciso de você para me sentir bonita, feliz e uma eterna aprendiz? Eu acho a renúncia, o altruísmo e as sensações que só um outro ser que não dominamos pode nos provocar lindos.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Discursos esquecidos

Forgotten Speeches é o nome do livro que um de nós deveria ter publicado, quando éramos jovens demais para entender qualquer coisa sobre "esquecer".

É engraçado - e definitivamente irônico - lembrar disso agora. Justo agora, quando esquecer é só o que temos feito.

Se bem que tem discursos que não foram vividos para ser esquecidos. E, embora atualmente desassociar lembranças tuas das nuances românticas da época seja, para mim, processo automático e natural, dessa eu lembro com carinho.

Fazia uns treze graus e o só chovia. Você segurou minhas duas mãos, sempre frias e, dessa vez, molhadas de tristeza. Perguntou por que eu fazia isso comigo mesma. Mesmo ante a minha resposta confusa, que veio meia hora depois junto com uns resquícios de choro, você não perdeu a paciência. Me aninhou no seu peito. Disse coisas simples e coloridas que não significavam nada de verdade, mas me tranquilizaram pelo simples fato de que estavam sendo ditas para isso.

Você era péssimo em vários aspectos. Talvez não sob os meus olhos de lá, daquela época. Muito provavelmente eu só enxerguei seu punhado defeitos aqui, depois de anos. O fato é que você era péssimo... mas não com isso. Me acalmava. Acalentava. Se preocupava de verdade.

Queria te dizer que eu estou bem. E encontrei esse conforto novamente. Dessa vez, de uma forma adulta e segura, que funciona bem para todo mundo.

Não se esqueça desse recado. Desse discurso... e se cuida.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Faz todo o sentido

Foram tantos anos em que só se falou em pesadelos. E foi muito tempo no qual só se soube ser assim.

Faz poucos minutos que só dá seu sorriso nas minhas ideias. Porque faz um ano e um mês que minhas ideias só pensam em sorrir.

Faz uma eternidade que eu vivi outra vida. Mas só faz só um segundo que eu suspirei porque vou te ver.

Faz sentido se entregar por inteiro. É isso, ou não é nada. E não porque o que sobra é "nada". Todo mundo e o mundo todo é mais nosso do que um dia já foi seu, ou já foi meu. Por isso o sentido.

Deixa o meu filho ser seu. E o seu nome ser meu. Mas deixa de lado as teimosias e indiscrições. E deixa quieto se você não quiser... Ou deixa comigo o que você mais confia! Deixa sim. Vou cuidar para sempre.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Mistério

Toda noite ela pega seu livro de cabeceira e lê seu trecho predileto: a heroína, uma dona de casa de meia-idade, cansada de ser invisível, veste um roupão por cima do maiô, sai caminhando pela orla marítima, entra no primeiro ônibus que pára a seu sinal. E parte para um destino desconhecido. 

Toda noite, o marido chega do futebol com as amigos, lhe tira o livro aberto das mãos, contempla a mulher adormecida e se pergunta: por que ela sorri tão feliz?

domingo, 18 de maio de 2014

Dez livros em dois meses

Sim, é isso mesmo.

Lançado o desafio. Prometo que, daqui um mês, trago pra vocês a resenha do primeiro da lista.
Já adianto que, mesmo antes de começar, é por Demien e Walden que meu coração está suspirando.

Xoxo!

terça-feira, 15 de abril de 2014

You take your time, young lion

"While Ezra was rushing to the studio to finish their previous album, Contra, a stranger stopped him, smiled and said, “You take your time, young lion.” Once Ezra got to the studio he told Rostam about the encounter.

These lyrics perfectly tie up this album on a fairly uplifting note. As noted in the description, this phrase is sort of a soothing mantra, even lullaby, for all those twenty-somethings who are feeling frantic and lost in the face of the lifetime and headstone they see before them. 

Where as much of the rest of the album deals with a feeling of helplessness and abandonment, this song, combined with the nostalgic piano riff and the Panda Bear-like vocals, dispels these emotions with a ethereal wave of calm and hope."

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Desorganizada Carta de Amor & Felicidade

Por um milhão de motivos divergentes, eu quis e (e precisei) escrever essa carta. Gostaria de poder listar, cronologicamente, alguns deles. Mas ordem e cronologia tendem a perder o sentido quando é a inspiração dando ordens. 

Em resumo, vou me justificar: para mim e para você. 

Não vou voltar ao ponto de partida, até porque ele não é apenas flores. E hoje estou “apenas flores”. Eu te amo. Do jeito maduro, irreverente e parceiro que eu sempre quis amar alguém.

Eu morreria por você, porque, por mais adulto que isso tudo possa (parecer) ser, tem uma parte maluca e intensa de mim que nunca se reprime e que, agora, é sua também. 

Não é porque eu sou doida, possessiva e controladora, eu juro! O ciúme só desponta (incontrolável) quando eu percebo que tem mais gente te enxergando como eu enxergo. Nossa, é assustador... Tem casos que vão como vieram, mais aqueles que sempre virão. E tem outros que – eu sei, você acha maluquice – não me enganam mais, nem por um segundo. Saiba(m) que eu estou mais alerta do que faço perceber. E que as sutis insinuações não passaram despercebidas. E que, pelo meu amor, eu luto até o fim, viu?

Minha mãe me disse que você tem uma aura e uma simpatia que conquistam as pessoas. E que só pode ter sido por meio deles que você conseguiu me tirar do ciclo infantil de solidão-a-dois que me prenderam quando eu ainda era jovem de mais pra protestar. Ela está certa, em partes. O que ela não sabe é que você não me tirou de lugar nenhum... Só fez nascer em mim um calor absurdo, uma vontade própria de sair, divergir, crescer e ser feliz ao seu lado

Sempre foi muito, mas muito mesmo, mais natural para eu enxergar o lado ruim ao lado bom das pessoas – vício ou virtude, esse fardo é pesado. Meus amigos sabem disso e, se escolhem ficar, é porque entenderam essa equação e se equilibram diariamente sobre nela, me dando segundas chances, praticando paciência e entendendo que a lealdade vem na mesma proporção da desconfiança. Então me desculpa se eu já confio em você o suficiente para passar o dia dividindo as minhas pequenas mágoas e inseguranças em relação a pessoas que, aos seus olhos, são neutras. Eu preciso ter certeza que “gostar” e “ficar próxima” não é perigoso e não vai doer, futuramente. Eu preciso e te agradeço por sempre entender. Por enxergar paz onde eu só vejo caos.

Sobre as nossas noites juntos: não se preocupe, não vou falar da nossa intimidade! Até porque, não sei se conheço todas as palavras e expressões adequadas para entrar nesse tópico (!). Só quero dizer que dormir ao lado, com o calor dos seus braços me acolhendo, é... Seguro. Correto. É o começo e é o final. É o “agora” sem pressa de acabar, o que, para mim, significa felicidade.


"You're the smell before rain
You're the blood in my veins."

sexta-feira, 14 de março de 2014

Distorcida confissão

Aos 10, queria um cabelo mais bonito, que crescesse mais rápido. Aprendi a me odiar.

Aos 13, pensei em começar a fumar e quando seria a minha primeira vez. Ensinei cada uma das alminhas vazias que se aproximavam de mim a me respeitar.

Aos 15, não via a hora de fugir de casa e morar junto, no campo, com erotismos bucólicos. E essa infantilidade foi maior que toda minha infância junta.

Aos 16, tomei remédio de mais. E não foi sem querer. Não foi de propósito, mas não foi sem querer. Eu tinha sonhos muito ruins, e me revoltava o fato de sentir tanta mágoa, de não saber perdoar... ninguém sofre mais com isso do que eu mesma. Ninguém nunca sofreu e ninguém nunca vai.

Aos 17, eu embalei, enderecei e entreguei meus sentidos e decisões na mão de alguém tão confuso quanto eu. Odeio isso, mas, infelizmente, não lembro de nada da fase que não seja isso.

Aos 18, a equação permaneceu intocada, com a diferença que, quando eu parava pra pensar na minha vida fora dela, sentia ânsia e vontade de fugir de tudo. Cada um dos meus seguidores, que um dia eu amei, viraram coelhinhos de estimação, aos meu olhos. Se eles tentassem fugir, eu iria retalhá-los dentro de mim mesma. Puni-los com a minha própria dor.

Aos 19, eu morri. E renasci mais cruel, mais carente e guardando ainda mais mágoa. Eu perdi os sentidos e construí a imagem perfeita, da garota perfeita, da amiga intocável, do anjinho caído.

Aos 20, eu flutuei. E discuti. E culpei as pessoas erradas, ou as certas pelos erros bons. E guardei mais mágoa. E cresci pra baixo. Os pesadelos perderam força. Expandi a capacidade de lutar, de chutar, de bater, de gritar.... de tentar punir os outros me sentindo mal, e enjoada.

Aos 21, eu estava pronta. E estava no final. E não entendia nada. E me sentia cansada, vazia. Meu ciclo havia acabado. Aquele ciclo havia acabado. Mas eu ainda sentia mágoa, e eu já fumava, e todos os paladinos de alta patente ainda me respeitavam, e respeitariam sempre. Eu ainda sonhava com erotismos bucólicos e ainda tentava (desesperadamente) punir as pessoas com a minha própria dor.

Aos 21, alguém salvou a minha vida. E tirou meus pulmões do fundo do mar. E me amou pelo que eu era. Por mais maluquicesse que isso possa ser.

Aos 21, eu queria fazer algo que eu gostasse. Eu consegui, meio por instinto, meio por vocação. Eu conheci mais gente e provei mais líquidos do que eu possa recordar. Reme contra a maré e cheguei ao topo da cachoeira, onde eu levantei maior e mais forte. E eu ainda guardei muita mágoa ruim, e isso ainda me machuca muito.

Aos 22, ele ama e está tudo bem. Eu me conheço e tem partes de mim que eu sempre odiarei.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Os 7 atos quebrados

Coexistir é se desafiar diariamente. Pode dar certo, poder dar errado e pode "dar certo até que dê errado".

Eu aceitei essa cruel equação. Tive de morrer por dentro todos os dias, durante meses e meses. Mas deixei ir. Desapeguei. Já não preciso mais me convencer que foi o correto - é um fato, palpável, de certeza simples e cegante. Tenho, agora, meu coração pousado em outro local, e a impressão de que de lá ele não sai mais.

Os sete atos quebrados são, portanto, um registro. Uma memória. Algo que escrevi quando meu peito só carregava nuvens negras e a maior dor do mundo. Pra deixar em mim fresco o frio na barriga, a certeza final. Provar que "dar errado" foi a melhor coisa que poderia ter acontecido - para todos nós. A lição, o respeito, o último dos desapegos.


7. 
A guerra de egos partidos. Nosso amor é a pior arma do mundo. Nós a construímos juntos.

6. 
Everything you do,
Every word you say,
And every expression you make
Is tattooed on my mind.

5. 
Seu ácido gástrico me queimando por dentro.

4.
I hate the idea of anyone else having you.

3.
É apaixonado pelo amor que eu sinto por você, não por mim.

2. 
Você virando fumaça nos meus braços.

1.
Feel what I feel.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sobre ânsia e opinião

Eu não vou entrar no mérito.

Eu prometi que não iria mais entrar no mérito! Jurei parar de regurgitar bílis toda vez que cruzasse com um ou outro comentário pretensioso, opiniões malformadas e preconceitos gratuitos.

Este aqui será um desabafo sem mérito. Sem foco. Não defenderá as cotas por motivos óbvios, não explicará como a perseguição de oprimidos é cega e presunçosa, não fará apelo contra a violência policial, não citará as belezas dos programas de bolsa e assistência.

Nada disso. 

Esse aqui é um ensaio de autoconhecimento. Preciso entender por que algumas das "opiniões" político-sociais de integrantes do meu círculo pessoal me assustam e machucam tanto. Pesar e medir: é porque elas são rasas, opressoras e meramente reproduzidas? É porque eles às tratam como se fossem dádivas únicas e individuais? É porque dói saber que são eles quem serão gente-grande comigo? É porque eu tenho sérios problemas para assimilar falta de tato com o próximo?

É por quê? 

Talvez seja culpa da preguiça (de vocês). Preguiça em entender - antes de criticar, veja bem - uma porcentagem mínima da gestão, dos problemas e das possibilidades do país: é ela quem me mata.

Mas calma. Muita calma. Isso aqui não é uma defesa às grandes mentes, nem aos pontos de vista que me agradam. Não é um contraponto às baboseiras que eu leio por aí, nem é a minha preciosa "opinião". Afinal de contas, cada uma tem a sua. Seja ela estudada e justa, seja ela rasa e superficial.

O importante é opinar, e opinar, e opinar.


"Muitas vezes tenho uma opinião quando estou deitado, e outra quando estou de pé."
Georg Lichtenberg

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Aos caçadores de felicidade

O chá é servido pontualmente a qualquer hora, saiba você.
A loucura intoxica. Torna a tristeza apaixonante. E a alegria, vã e descartável.

Desdobrar mundos coloridos e tirar das mangas uma vida tecida por fantasias, não faz de uma morte menos suja que a outra, saibam todos vocês.

Verdades inventadas.
Sorrisos arrancados.
Um retórica tão, tão desesperada...

Repito, assimilo e assino embaixo, portanto:
Essa sede de ser mais só atinge quem nasceu pra ser menos.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Cresci um pouco todo dia de manhã

Este ano, diferente do que passou, comecei feliz e com vontade do que está por vir. Mas, a didática desta url é mesmo, assim, nublada, mórbida, com sua poesia de lamentação e de memória. Foi assim, com o texto abaixo, que eu abri os braços pra 2013. Posto hoje, dia em que abro os olhos pra 2014, buscando lembrar bem de quem eu fui e não quero mais ser. 

"Ando meio aturdida. Perdida. Fodida. Começo o ano com o pé esquerdo. Penso que logo farei meus 21 anos e, para os 30, é só um passo, e, para os 60, nem se fala. Ando meio aturdida. Atormentada. Atordoada. Ando puta com a pressa das coisas, com o preço das pessoas, com a velocidade da vida. Molho meus pés no mar, sinto a areia, o sol me queima. Demancho-me e desfaço-me. Choro, entristeço, emputeço. E parece que é sempre isso o melhor a fazer antes de dar o próximo passo. Tristeza, como a vida, também passa. E o tempo, apesar de certeiro, tem lá um pouco de graça." 

 Edição e pitacos do/no parágrafo: lady Dai Gemerias.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Das histórias

Uma época, um dia escolhido - eles precisavam se conhecer. No meio de uma multidão, não de nomes e sim de situações, deveriam se encontrar. E não é porque o destino é lindo e essas coisas são assim mesmo. Tava escuro pra ela. E tava escuro pra ele também. Não foi bússola mágica nenhuma, se achar ali, ou em qualquer outra situação depois dali... foi necessidade. Sem ele, ela tinha virado cinzas, tudo aquilo que prometeu não ser. Sem ela, ele não seria feliz como hoje é. Se encontraram porque precisavam se encontrar. Fizeram um do outro felizes porque podiam fazê-lo. Amor. O ditado adora se repetir por aí, cair com força sobre a cabeça dos dois: nada é para sempre. Ah, sinto muito, mas tem coisas que simplesmente são.